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Cibersegurança no middle market: por que dados desprotegidos podem custar caro

  • Foto do escritor: Pedro Pimentel
    Pedro Pimentel
  • 2 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Em 2023, o vazamento de dados da Americanas¹ chamou a atenção pelo tamanho e pelo impacto financeiro, mas a verdade é que o problema não está restrito às grandes empresas. Nas empresas médias, ataques digitais já se tornaram uma das principais causas de perda de margem. Ransomware, acessos indevidos, fraudes internas e vazamentos de informações estratégicas corroem resultados, comprometendo o caixa, a operação e a reputação antes mesmo que os números apareçam na DRE.


O risco é ainda maior porque muitas empresas médias acreditam que “não são um alvo interessante”. Na prática, é exatamente o contrário. Pequenas e médias organizações costumam ter dados valiosos, fluxos financeiros relevantes e estruturas de segurança mais frágeis. Para grupos criminosos, é o equilíbrio perfeito entre recompensa alta e dificuldade baixa.


Por que dados desprotegidos ameaçam diretamente a margem


  1. Geram custos imediatos: Recuperação de sistemas, negociações de resgate, horas paradas de operação e contratações emergenciais de especialistas criam despesas que não estavam no orçamento e afetam o resultado do trimestre.


  2. Afetam receita: Empresas que ficam fora do ar perdem vendas. Quando criminosos usam golpes de manipulação para enganar funcionários ou clientes, a confiança diminui e as pessoas compram menos. Além disso, quando dados sensíveis são expostos, surgem cancelamentos de contratos e queda na conversão.


  3. Travam crescimento: Investidores, bancos e parceiros comerciais avaliam a maturidade digital das empresas antes de liberar capital. Uma empresa com histórico ou aparência de vulnerabilidade tem custo de financiamento maior e, consequentemente, acabam se expandindo mais lentamente.


Como empresas estão reduzindo riscos antes que virem prejuízo


  • Simplifique controles de acesso: Negócios médios têm ganho maturidade ao implementar autenticação multifator, revisão periódica de permissões e registros centralizados de usuários. Medidas simples evitam parte relevante dos incidentes.


  • Mapeie dados críticos: Empresas de serviços, indústria leve e varejo têm avançado no inventário de informações sensíveis, definindo quem acessa o quê e por quanto tempo. Sem essa visão, qualquer brecha vira uma porta aberta para perdas.


  • Treine equipes continuamente: Em muitos casos, o ataque começa com um clique. Programas simples e periódicos de conscientização ajudam a reduzir drasticamente o sucesso de golpes digitais e tentativas de enganar funcionários para obter acesso indevido.


  • Crie rotinas de backup e resposta: Quando o ataque ocorre, minutos fazem diferença. Empresas que estruturam planos de contingência retomam operação mais rápido, evitando paradas longas que drenam caixa e confiança.


Essas ações não são exclusivas de empresas de tecnologia


Uma rede regional de clínicas pode proteger dados sensíveis de pacientes e evitar sanções regulatórias. Uma indústria pode impedir paralisação de linha causada por ransomware. Um varejista pode blindar seu e-commerce contra fraudes que afetam conversão e ticket médio. Em todos os casos, o impacto é direto na margem.


E você? Como está a maturidade de segurança do seu negócio hoje? Quanto do seu resultado pode estar vulnerável a incidentes que ainda não apareceram nos relatórios?


Na Equus Capital, acreditamos que margens sustentáveis dependem de uma combinação sólida entre estratégia financeira, estrutura organizacional eficiente e times preparados para lidar com riscos crescentes, incluindo os digitais.


Nosso trabalho é ajudar empresas do middle market a fortalecer modelos de gestão, aprimorar a alocação de capital, desenvolver equipes mais maduras e criar processos que reduzam vulnerabilidades operacionais.


Porque dados desprotegidos não são apenas um problema técnico. São um risco real de resultado. E quanto mais cedo forem tratados, menor o impacto no amanhã.


Fontes:



 
 
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