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Recorrência de receita: mais importante do que o tamanho do seu faturamento, é sua capacidade de prevê-lo

  • Foto do escritor: Pedro Pimentel
    Pedro Pimentel
  • 11 de nov de 2025
  • 3 min de leitura

No começo, parecia o melhor dos mundos: a empresa estava crescendo e os números batiam recordes mês após mês. Novos pacientes chegavam em volume crescente, convênios eram conquistados, e a receita total só subia. A rede de clínicas de saúde localizada no interior de São Paulo, com mais de 20 anos no mercado, e que sempre cresceu com base em indicações e atendimentos avulsos, nunca havia vivido um período de tamanha bonança. Mas havia um problema: era impossível prever o resultado dos próximos meses.


A cada novo mês, o time comercial partia praticamente do zero. As clínicas fechavam atendimentos importantes, mas que não se repetiam. A operação vivia no limite, tentando se ajustar à demanda imprevisível. O financeiro não conseguia planejar nada e o caixa oscilava demais. A única certeza parecia ser a IN-certeza.


A ilusão durou até o quarto trimestre de um ano particularmente bom, até que um dos principais convênios reduziu o volume de repasses por razões internas. Outro parceiro optou por negociar prazos mais longos. E uma parte relevante dos pacientes migrou para clínicas concorrentes. Em dois meses, 40% da receita evaporou e levou consigo toda a sensação de segurança que existia no curto prazo.


Com a queda na receita, vieram as consequências: corte de equipe, renegociação com fornecedores e uma dolorosa rediscussão dos planos de expansão. Só então os sócios perceberam que não bastava apenas vender mais, era crucial vender com consistência.


Esse estalo deu início a um processo profundo de mudança que começou com um diagnóstico claro: a empresa precisava de mais recorrência de receita e menos volatilidade, mesmo que vendesse um pouco menos. E para isso, seria necessário redesenhar não apenas os produtos, mas a forma de vender, de precificar e de se relacionar com os clientes. Quatro movimentos principais guiaram essa transformação e podem te inspirar a seguir o mesmo caminho:


  1. Mapear os perfis de pacientes e convênios com maior potencial de recorrência: entender quais segmentos compravam com frequência (mesmo em menor volume) foi essencial para gerar estabilidade. Pacientes com planos de acompanhamento e convênios com contratos anuais, por exemplo, trouxeram previsibilidade ao longo do tempo.


  1. Redesenhar o portfólio de serviços: foram criados pacotes mensais, planos com fidelização e opções de assinatura. Um exemplo simples: além de consultas avulsas, a rede passou a oferecer programas de check-up recorrentes e acompanhamento preventivo.


  1. Criar régua de relacionamento ativa: pacientes passaram a ser acompanhados de forma consistente, com ações de reativação e estímulo à continuidade do tratamento, inclusive usando alertas internos para detectar queda de frequência antes que a perda fosse irreversível.


  1. Reorganizar a força comercial para o longo prazo: metas passaram a incluir não só faturamento, mas também retenção, ticket médio e percentual de receita recorrente. E os bônus dos colaboradores seguiram essa mesma lógica.


O resultado: menos ansiedade, mais previsibilidade. Em 18 meses, a empresa saiu de 14% para 51% de receita recorrente. Isso permitiu um planejamento mais estruturado, reduziu os sustos no caixa e deu ao time espaço para inovar com menos urgência e mais foco estratégico. A oscilação de receita entre meses caiu pela metade. E, o mais importante: a empresa ganhou margem e tempo para pensar seu futuro com mais clareza.


Mesmo este sendo um exemplo fictício, ele carrega lições valiosas para qualquer empresário: a busca por previsibilidade não significa abrir mão de crescer. Significa crescer com base sólida. Toda empresa tem espaço para construir mecanismos de recorrência de receita: seja com contratos, seja com relacionamento ou com inteligência de portfólio de produtos. O crucial é não depender apenas da busca por novos clientes todo mês para fechar as contas.


Empresas com receita previsível erram menos, negociam melhor com bancos, atraem investidores com mais facilidade, resistem melhor a crises e, principalmente, VALEM MAIS. E tudo isso começa com uma simples pergunta: Se eu parasse de ir atrás de novos pedidos hoje, quanto tempo minha receita sobreviveria?


Na Equus Capital, ajudamos negócios a transformar crescimento imprevisível em crescimento confiável, isto é, consistente e sustentável. Isso significa mais que vender bem: significa saber com o que contar no mês que vem (e no ano que vem também).


Se você quer dar esse passo, fale com a gente. Vamos construir juntos a base previsível que seu crescimento precisa para ser sustentável?


 
 
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